CORONAVÍRUS, H1N1 e gripe: quais semelhanças e diferenças entre elas?

CORONAVÍRUS, H1N1 e gripe: quais semelhanças e diferenças entre elas?

Nos últimos tempos o mundo parou por conta do surgimento de um novo vírus, o COVID-19, cujos sintomas são muito semelhantes ao de uma gripe comum. E, como no Brasil, estamos chegando à época de influenzas, é natural as pessoas confundirem quadros de gripe e resfriado com o novo vírus. 

Mas então, como diferenciar essas doenças e por que o coronavírus tem causado mais pânico que o vírus da gripe suína, o H1N1, ou a própria influenza?

Coronavírus, gripe e H1N1: a gravidade de cada uma 

Por conta da rapidez no contágio do COVID-19, existe a recomendação de evitar a ida a hospitais e clínicas médicas, deixando o atendimento para casos mais graves vírus. Para auxiliar esse controle, o Brasil antecipou seu calendário de vacinação para as influenzas, a fim de minimizar a confusão de sintomas semelhantes.

Vale lembrar que, no país, só em 2019, foram registrados 1.109 óbitos decorrentes de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) causadas por influenza, a gripe comum, segundo o último relatório do Ministério da Saúde.

Como se não bastasse, o vírus do H1N1 ainda continua fazendo vítimas por aqui. Em 2016, foram 1.775 mortes!

Ora, se gripe, H1N1 e coronavírus podem evoluir para um quadro de infecção respiratória grave e levar ao óbito, por que não fizemos isolamento para o H1N1, nem fazemos para a gripe? E mais importante ainda, como saberemos a hora de procurar atendimento médico?

De modo geral, podemos dizer que tanto a gripe, como o H1N1 ou o COVID-19 são mais prejudiciais a grupos considerados de risco como idosos e pessoas com problemas crônicos de saúde, porque, naturalmente, são pessoas com o sistema imunológico mais debilitado.

O que as diferencia, a grosso modo, é a rapidez do contágio e a velocidade de evolução da doença para complicações maiores. Enquanto o vírus da gripe e o H1N1 são transmitidos por vias respiratórias, o COVID-19 tem duas formas de transmissão: respiratória e oral-fecal, o que aumenta a sua capacidade de contágio. Assim, ele chega a ser mais potencialmente contagioso que os demais vírus.

Daí, o porquê de um distanciamento social se fazer necessário para frear a velocidade de contágio que é de 6 para 1, ou seja, cada indivíduo contaminado chega a infectar mais 6 pessoas.

Sintomas do H1N1 e da COVID-19

É importante entender que a COVID-19 e o H1N1 possuem sintomas bastante semelhantes a uma gripe comum. Porém, no caso do coronavírus, os pacientes podem apresentar quadros mais graves de insuficiência respiratória e dores na garganta. Já para os vírus da gripe e resfriado, esses sintomas são mais corriqueiros e brandos durante a sua contaminação.

Apesar de todos serem viroses respiratórias, existem sintomas que são mais frequentes no contágio de cada um deles. Por isso, iremos listar os sintomas da COVID-19 e do H1N1.

Coronavírus: principais sintomas

  • Febre.
  • Tosse.
  • Coriza.
  • Insuficiência respiratória.
  • Dores na garganta.
  • Diarreia.

H1N1: principais sintomas

  • Febre alta.
  • Dor muscular.
  • Irritação nos olhos.
  • Tosse.
  • Coriza.
  • Cansaço.
  • Vômito.
  • Diarreia.

Como você pôde perceber, os sintomas são semelhantes e, em ambos os casos, podem evoluir para um quadro de insuficiência respiratória grave. A diferença maior é a de que gripes comuns e o H1N1 duram, em média de 5 a 7 dias, e surgem com febres altas e dores musculares. Já no COVID-19, os sintomas ocorram por até 14 dias e a queixa maior dos casos graves seja a falta de ar.

Como ocorre a transmissão desses vírus?

Por serem vírus que acometem o sistema respiratório, ambos se espalham através de gotículas de saliva ou muco infectado, principalmente por tosse e espirros, ou ao levar a sua mão, pós-contaminação, até os olhos, boca e nariz. 

No caso do novo coronavírus, seu contágio é ainda maior que os demais e, para todos os casos, mesmo que o paciente esteja assintomático, ainda é possível a disseminação do vírus.

É por isso que devemos ficar atentos a quais são os grupos de risco e quem são as pessoas mais propícias a se infectarem e sofrerem de forma aguda os sintomas causados por essas doenças. 

De acordo com a OMS, os mais vulneráveis ao vírus da gripe são as crianças, idosos, grávidas, portadores de doenças crônicas e imunossuprimidos. Já para a COVID-19, consideram-se apenas os idosos, portadores de doenças respiratórias/crônicas e imunossuprimidos, porém, vale salientar que todos são passíveis de contágio e transmissão do vírus.

É por isso que, para que esta transmissão seja estagnada, e que as autoridades responsáveis tenham tempo e capacidade suficientes para produzir um tratamento efetivo que leve a cura dos pacientes infectados, é preciso prevenir ao máximo.

Quais as medidas de prevenção?

No caso do H1N1, já existe uma vacina específica para a prevenção dessa e de outras influenzas, como a gripe. Porém, no caso do novo coronavírus, a prevenção ainda precisa ser feita por iniciativa própria como:

  • Lavar as mãos com água e sabão frequentemente;
  • Usar álcool 70 ou em gel para limpar as mãos;
  • Tossir ou espirrar na parte interna do cotovelo ou em lenços descartáveis, evitando a contaminação das mãos;
  • Evitar multidões e manter uma distância de pelo menos 1 metro entre as pessoas;
  • Limpar com álcool objetos tocados frequentemente;
  • Evitar cumprimentar pessoas com apertos de mãos e beijos no rosto;
  • Evitar contato com pessoas que apresentem sintomas como tosse, coriza ou febre;
  • Evitar sair de casa, caso apresente algum sintoma da gripe.

Atualmente, a principal medida preventiva adotada tem sido o distanciamento e o isolamento social, a fim de diminuir o ritmo de novos casos de coronavírus, evitando assim que os hospitais fiquem superlotados e que todos possam ter acesso a um tratamento digno.

Esperamos que tenham gostado do nosso conteúdo e que ele tenha esclarecido algumas dúvidas sobre a atual pandemia. E não se esqueça, em caso de apresentar qualquer um dos sintomas, tome as devidas precauções para evitar o contágio. E, em casos de dúvidas, entre em contato com a Cliampe.

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