Cuidados paliativos: conceitos pediátricos e adultos

Cuidados paliativos: conceitos pediátricos e adultos

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os cuidados paliativos, tanto para crianças, quanto para adultos, servem como suporte à saúde e ao alívio da dor de pacientes em situações de doenças potencialmente fatais. 

Ou seja, são medidas preventivas utilizadas além do auxílio médico como forma de enfrentar problemas associados a doenças dentro de casa. Problemas estes que envolvem o sofrimento físico e mental, além do distanciamento social de todos os envolvidos, familiares e paciente.

Que cuidados são esses?

Mas afinal, o que consta nas considerações da OMS sobre cuidados paliativos? Aqui vão alguns cuidados citados ela própria organização:

  • A morte deve ser compreendida como um processo natural, que faz parte da vida, sendo a qualidade de vida o principal objetivo clínico;
  • Os Cuidados Paliativos não antecipam a morte, muito menos prolongam esse processo;
  • A família deve ser cuidada com tanto empenho quanto o paciente; 
  • O controle dos sintomas é um dos objetivos fundamentais do cuidado paliativo. Sendo os sintomas avaliados e efetivamente manejados diariamente;
  • Deve-se integrar ao tratamento processos psicossociais e espirituais;
  • Investir na qualidade de vida do paciente, uma vez que essas atitudes podem influenciar positivamente no tratamento;
  • A assistência não se encerra com a morte do paciente, mas se estende no apoio ao luto da família, pelo período que for necessário.

A OMS também pontua que o tratamento paliativo deve ter início o quanto antes em paralelo ao tratamento médico, fazendo uso de todos os esforços possíveis na melhor compreensão e controle dos sintomas.

Cuidados Paliativos para crianças

Em relação aos Cuidados Paliativos à Criança (CPP), eles foram criados a partir da busca e compreensão dos Cuidados Paliativos em Adultos (CPA), que são definidos como o cuidado ativo total do corpo, mente e espírito do paciente e da família. Logo, de acordo com a OMS:

  • Os Cuidados Paliativos em Pediatria devem acontecer a partir do momento em que a criança é diagnosticada e devem continuar independente dela estar ou não recebendo o tratamento direcionado à doença;
  • Os profissionais de saúde devem avaliar e aliviar o sofrimento físico, mental e social da criança;
  •  Os cuidados devem ser eficazes e abordarem de forma multidisciplinar a todos os envolvidos, paciente e família, fazendo uso apenas dos recursos disponíveis, mesmo que esses sejam limitados;
  • Os cuidados podem ser efetuados em instalações de terceiros, centros de saúde e em lares específicos para crianças.

Porém, como bem sabemos, tratar de crianças não é como tratar um adulto. Os princípios da medicina paliativa estão na abordagem direta com o paciente, desenvolvendo e aprimorando o tratamento para que as decisões tomadas sejam sempre pautadas nas condições terapêuticas racionais. 

É por isto que a ênfase constante dessa medicina está no objetivo de tornar o tratamento uma forma de manter a qualidade de vida do paciente e equilibrar as cargas e benefícios desses cuidados, assegurando que os interesses pessoais do indivíduo não sejam deturpados.

Semelhanças e diferenças nos Cuidados Paliativos em crianças e adultos

Agora, iremos apontar algumas semelhanças e diferenças entre os Cuidados Paliativos em Adultos e em Crianças.

As semelhanças são:

  • Os Cuidados devem iniciar e serem administrados junto ao tratamento da doença, visando uma melhora na qualidade de vida e aliviando o paciente de dores angustiantes;
  • Os Cuidados devem envolver não só a área médica, mas também uma equipe multidisciplinar que inclua enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e entre outros, que auxiliem nas tomadas de decisões e nas definições de como se deve dar o atendimento ao paciente;
  • Alguns tratamentos de cunho farmacocinéticos podem ser semelhantes entre crianças e adultos, como na dosagem de distribuição de morfina e nas dosagens analgésicas que precisam ser tituladas contra os efeitos da mesma maneira para ambos.

Já as diferenças são:

  • Para a pediatria, o prognóstico, expectativa de vida e resultado funcional são menos evidentes que para os adultos;
  • Existe maior interação entre os Cuidados Paliativos e os Tratamentos Intensivos para as crianças, uma vez que o prognóstico não é tão nítido quanto em adultos;
  • A existência de maior carga emocional para as famílias em casos de doenças graves e/ou com riscos a vida da criança, uma vez que esses casos não são considerados comuns em condições normais de vida;
  • As mudanças contínuas no desenvolvimento físico, hormonal, cognitivo e emocional;
  • As mudanças de hábitos e necessidades com o decorrer do tratamento, levando-se em consideração que, para uma criança, suas necessidades recreativas, educacionais e maneiras de lidar com situações de estresse ainda não são tão evidentes quanto na fase adulta;
  • A autoridade para a tomada de decisão sobre os cuidados a criança vem dos pais, já em pacientes adultos são suas próprias decisões que são levadas em consideração.

Dito isto, é preciso ter a consciência de que os Cuidados Paliativos defendem não só a saúde do paciente, mas também o conforto, o alívio da dor e o gerenciamento de sintomas junto ao tratamento médico específico da doença, e que, tanto em adultos quanto em crianças, esses cuidados abordam os principais aspectos protocolares: físicos, psicológicos, sociais e espirituais.

Esperamos ter esclarecido um pouco mais sobre o que são Cuidados Paliativos e como eles devem ser diferenciados entre crianças e adultos.

Para maiores informações, não hesite,

  • Pediátrico: (81) 98876-0585
  • Adultos: (81) 98180-1225

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