Imunidade de rebanho ao coronavírus, quando chegaremos lá?

Imunidade de rebanho ao coronavírus, quando chegaremos lá?

Imunidade de rebanho ao coronavírus, quando chegaremos lá?

O mundo não será como antes após o período da pandemia pelo Covid 19. Mas quando será que tudo isso acabará? Será que estamos próximos da imunidade rebanho?

Não há dúvidas que sairemos muito machucados, principalmente no âmbito psicológico desse momento, mas também já estamos evoluindo no tangente ao convívio social, nossas relações passaram a ser valorizadas por nossas essências, por nossos princípios e não mais por relacionamentos superficiais que ocorriam antes.

No dia 29 de maio, o Brasil passou a faixa de 450mil casos, mas apesar disso o aumento relativo foi de aproximadamente 41% (o que vem diminuindo ao longo dos meses), com uma taxa de letalidade de 6% e estima-se que na primeira quinzena de julho estaremos com mais de 1 milhão de casos.

O coronavírus ainda tem um longo caminho a percorrer. Ainda não temos certeza da quantidade de pessoas que forma infectadas por causa da subnotificação, mas mesmo que o número seja 10 a 15 vezes maior ao que está sendo divulgado, ainda assim estamos muito aquém de atingir a imunidade rebanho.

E o que vem a ser imunidade rebanho? Essa é uma expressão utilizada para as campanhas de vacinas na qual se consegue bloquear a circulação de um vírus e isso ocorre quando existe uma cobertura vacinal de 95% de uma população.

E no mundo atual, que percentagem da população precisa ter adquirido a doença COVID 19 e estar presumivelmente imunizado para que a doença deixe de ocorrer e as pessoas não mais se infectarem?

Não existe uma resposta para a COVID 19, mas estima-se que 60 a 80% tem que adquirir a doença para que o vírus morra e pare de circular. A quantidade de pessoas que continuam infectados ainda é muito baixa e estima-se que ainda esteja abaixo de 1%. Mesmo em algumas das cidades mais atingidas do mundo, sugerem os estudos, a grande maioria das pessoas ainda permanece vulnerável ao vírus.

Atualmente, onde a maioria das pessoas é susceptível a doença, se você está infectado com o vírus e entra em uma sala onde todos são suscetíveis a ele, você pode infectar duas ou três outras pessoas em média. Por outro lado, se você entrar em uma sala e três em cada quatro pessoas já estiverem imunes, em média você infectará uma pessoa ou menos naquela sala. Essa pessoa, por sua vez, seria capaz de infectar menos pessoas novas também. E isso torna muito menos provável que um grande surto possa florescer.

Alguns estudos mostram que é improvável que a proteção da imunidade do rebanho seja alcançada “em breve”, mas um nível mais baixo de imunidade na população pode retardar um pouco a propagação de uma doença e o número de imunidade do rebanho representa o ponto em que as infecções têm uma probabilidade substancialmente menor de se transformar em grandes surtos.

A figura acima mostra uma estimativa e pode superestimar como a infecção por Covid 19 está baixa, mas nos dá uma perspectiva de como, mesmo nos locais onde o número de infectados foi grande, em termos populacional esse número ainda é pequeno.

Todas as estimativas de imunidade do rebanho pressupõem que uma infecção passada proteja as pessoas de ficarem doentes pela segunda vez. Há evidências sugestivas de que as pessoas alcançam imunidade ao coronavírus, mas ainda não está certo se isso é verdade em todos os casos; quão robusta a imunidade pode ser; ou quanto tempo vai durar.

Doenças como sarampo e varicela, que antes eram muito comuns entre crianças, agora são extremamente raras, porque as vacinas ajudaram a criar imunidade suficiente para conter surtos. Não temos uma vacina contra o coronavírus, portanto, obter a imunidade sem um tratamento novo e mais eficaz pode significar muito mais infecções e muito mais mortes.

Portanto ainda temos um longo caminho a percorrer e todas as precauções devem continuar sendo tomadas e até que se consiga uma vacina efetiva para o COVID 19 várias pessoas ainda irão se infectar, muitas irão ter sintomas leves, algumas, sintomas mais graves e outra morrerão, portanto todo cuidado é pouco. Manter as medidas de precaução para não adoecer ainda são fundamentais!

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